Pesquisar este blog

Carregando...

terça-feira, 5 de abril de 2011

Fisiologia Respiratória

                                                  Função Pulmonar

Promover meio de troca gasosa entre o ambiente externo e o corpo.
Ventilação.
Difusão.
Perfusão.
Ventilação.
Estrutura do Sistema Respiratório
§Cavidade Nasal
§Faringe
§Laringe
§Traquéia
§Árvore Brônquica
Pleura parietal – reveste a parede torácica.
Pleura visceral – adere a superfície externa do pulmão.
Passagens Aéreas
Zona  de condução
Estruturas anatômica
Zona respiratória
Onde ocorre a troca gasosa

Condução e respiração
Os seres humanos respiram pelo nariz até que a ventilação aumente entre 20-30 litros por minuto.
Músculos Inspiratórios                                       Músculos Expiratórios         

O diafragma é o principal músculo inspiratório e o único músculo esquelético considerado essencial a vida.

Em condição de exercício os músculos acessórios da inspiração são solicitados dividem o trabalho com o diafragma.

Entrada do O2 pelas Vias Aéreas
Funcionamento da Estrutura Anatômica

Mecânica Respiratória

Efeito de massa – Refere-se ao movimento de moléculas ao longo de uma passagem em razão da diferença de pressão.

A entrada de ar ocorre em virtude da pressão no pulmão ser menor do que a pressão atmosférica.
                     Fluxo de ar =   P1 – P2
                                           Resistência


O fluxo de ar é aumentado sempre que há aumento do gradiente de pressão ou diminuição da resistência da via aérea.
D.P.O.C.


A troca gasosa ocorre através de cerca de 300 milhões de pequenos alvéolos (0,25 – 0,50 mm de diâmetro).

Estima-se que a área de superficial total e de 60 a 80 metros quadrados.

Barreira hematocelular possui somente duas camadas celulares de espessura. 


Resistência das Vias Aéreas

Numa determinada taxa de fluxo de ar, no interior dos pulmões, a diferença de pressão que deve ser produzida, depende da resistência das vias aéreas.

O fluxo de ar é aumentado sempre que há um aumento no gradiente de pressão ou diminuição da resistência das vias aéreas.


Ventilação Pulmonar
1.V é utilizado para indicar volume.
2.V significa volume por unidade de tempo.
3.Os subscritos T, D, A, I, E são utilizados para indicar corrente, espaço morto, alveolar, inspirado e expirado.



                                 V = VT x F
                                 V= 0,5 x 15     
                                                        V= 7,5 litros/min.



Termos Utilizados para Descrever Volumes Pulmonares 

Termos Utilizados para Descrever a Capacidade Pulmonar

Difusão dos Gases


Lei de Fik – a taxa de transferência do gás é proporcional à área de tecido, ao coeficiente de difusão do gás e à diferença da pressão parcial do gás nos dois lado do tecido e inversamente proporcional à espessura. 

                                              Ar atmosférico 

Gás


Oxigênio                                 20,93%


Nitrogênio                                         79,04%


Dióxido de carbono                    0,03 %   




Lei de Henry – A quantidade de O2 e CO2 dissolvido no sangue depende da temperatura do sangue, da pressão parcial e da solubilidade do gás.


Com consequência da diferença da pressão parcial pela interface sangue-gás, o CO2 deixa o sangue e se difunde para o alvéolo, e o O2 se difunde do alvéolo para o sangue. O sangue que deixa os pulmões apresenta um PO2 de aproximadamente  100 mmHg e uma PCO2 de 40 mmHg.


Pressão do PO2 e PCO2 no Ciclo Sanguíneo



Relação Ventilação - Perfusão



V/Q – Ideal é de 1,0 ou levemente maior.



  Isto é, existe uma combinação de um-para-um entre ventilação e o fluxo sanguíneo, a qual resulta em uma troca gasosa ideal.


A (V) na região superior do pulmão é estimada em 0,24 litros/min enquanto o fluxo sanguíneo (Q)  é considerado de 0,07 litros/min.
  V/Q



Na base pulmonar a (V) é de 0,82 litros/min, com um fluxo de sanguíneo (Q) de 1,29 litros/ min (relação V/Q = 0,82/1,29).


Qual é o efeito do exercício sobre a relação V/Q ?


Transporte de O2 no Sangue



Aproximadamente 99% do O2 transportado no sangue encontra-se ligado à hemoglobina.
Oxiemoglobina
Desoxiemoglobina

A hemoglobina 100% saturada de O2, pode transportar 200 ml de O2 por litro de sangue.


Curva de Dissociação da Oxiemoglobina



       Deoxiemoglobina + O2                                Oxiemoglobina




Fatores que determinam a direção desta reação.


       PO2   -  pH


Efeito do pH sobre a Curva da Oxiemoglobina 
Efeito de Bohr

  A força de ligação entre o O2 e a hemoglobina é   enfraquecida por uma diminuição do pH sanguíneo.


Temperatura corporal

  A diminuição da temperatura resulta em uma ligação mais   forte entre o O2 e a hemoglobina.



2,3 DPG e a curva da Oxiemoglobina
Os eritrócitos são únicos por não conterem núcleo ou mitocôndrias.

Um subproduto da glicólise é 2,3 DPG, que se liga a hemoglobina.

As concentrações de 2,3 DPG aumentam durante a exposição a altitude e na anemia.  

Transporte de O2 no Músculo


Mioglobina – proteína que se liga ao oxigênio, sendo encontrada nas fibras musculares.

Atuação.

Os estoques de O2 da mioglobina pode servir como uma “reserva de O2” durante os períodos de transição do repouso ao exercício.

Transporte de CO2 no Sangue

1.CO2 dissolvido (10%).

2.CO2 ligado a uma hemoglobina denominada carboxiemoglobina (20%).

3.Bicarbonato (70%).
        


          CO2                          H2CO3                             H+      
            +                              Ácido                              +
          H2O                       Carbônico                         HCO3




Um PCO2 elevado faz com que o CO2 se combine com a água para formar o ácido carbônico.



1.Quando o sangue atinge os capilares, PCO2 do sangue é maior do que a do alvéolo e, consequentemente, o CO2 se difunde para fora do sangue.



2.CO2 combinado a hemoglobina.



3.  H+   +   HCO3                         H2CO3   




Sob condições de PCO2 baixa existente no alvéolo, o ácido carbônico é dissociado em CO2 e H2O.




            H2CO3                           CO2  + H2O





Ventilação

A contração e o relaxamento dos músculos respiratórios são controlados diretamente pelos motoneurônios somático da medula espinhal.  


Controle da Ventilação

A atividade neuronal motora é regulada pelos centros de controle respiratório do bulbo.


Área de ritmicidade              Descarga de algum desses neurônios produzem a inspiração.



Ponte contribui para o controle respiratório.

  área apnêustica


  área pneumotáxica
 

Controle Respiratório

Estímulos ao Centro Respiratório

Os estímulos ao centro de controle respiratório podem ser classificados em dois tipos:

1.Nervosos


2.Humorais


Centrais

1.Localizados no bulbo, são afetados pelas alterações da PCO2 e do H+ do líquido cefalorraquiano (LCR).


Periféricos


1.São localizados no arco aórtico e na bifurcação das artérias carótidas.

BIBLIOGRAFIA
Dantas, Estélio H. M. A prática da preparação física. 4ª edição. Rio de Janeiro: Shape, 1998.
Guyton, A. C. Respiração.  Tratado de Fisiologia Médica. 6ª edição. Rio de Janeiro: Editora Guranabara, 1986.
Guyton, A.C. & Hall, John E. Tratado de Fisiologia Médica. 11ª edição. São Paulo: Elsevier,  2006.
Powers, Scott K. & Howley, Edward T. Fisiologia do Exercício. Teoria e Aplicação ao Condicionamento e ao Desempenho. 1ª edição. São Paulo: Manole, 2000.
Weineck, Jürgen. Biologia do Esporte. 7ª edição revista e ampliada.  Barueri, São Paulo: Manole, 2005.